A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta para os riscos de complicações graves do sarampo, que podem deixar sequelas permanentes, principalmente em crianças pequenas. Entre os possíveis problemas estão perda auditiva, alterações na visão, complicações pulmonares e danos neurológicos.
Embora a maioria dos pacientes consiga se recuperar completamente, a doença pode evoluir para quadros graves. Na fase aguda, o sarampo pode provocar encefalite, uma inflamação no cérebro que pode causar convulsões, confusão mental e dificuldades na fala.
Especialistas do Instituto de Infectologia Emílio Ribas também chamam a atenção para uma complicação rara e tardia: a panencefalite esclerosante subaguda. A doença neurológica progressiva pode se manifestar até dez anos após a infecção pelo vírus.
Por isso, crianças que tiveram sarampo devem manter acompanhamento pediátrico, com atenção ao desenvolvimento motor, à fala e à aprendizagem.
VACINAÇÃO É A PRINCIPAL FORMA DE PREVENÇÃO
A imunização é a maneira mais eficaz de prevenir o sarampo. De acordo com o calendário vacinal informado pela Secretaria, o esquema de rotina prevê duas doses na infância: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
A orientação para a vacinação é a seguinte:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses.
- Pessoas de até 29 anos: devem comprovar duas doses da vacina.
- Pessoas de 30 a 59 anos: precisam ter pelo menos uma dose registrada.
- Profissionais da saúde: devem receber duas doses, independentemente da idade.
A chamada “dose zero” também pode ser indicada para bebês de 6 a 11 meses em situações específicas, conforme as orientações das autoridades sanitárias. Essa dose extra não substitui as doses previstas no calendário regular.
A Secretaria reforça a importância de manter a carteira de vacinação atualizada e procurar uma unidade de saúde para verificar se o esquema vacinal está completo.
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